ANSIEDADE
Quis, queria, quisera
Continuo querendo
Vou querer sempre
Enquanto houver uma célula
Que possa manifestar esse querer
Provocando choro
Sorrisos também
A vida é querer
Querer é viver
Queria morrer
Porque o que eu quero
Não posso mais Ter
Mas querer não é poder
Quero o que não posso
Posso o que não quero
Por que?
Não posso Ter o que quero?
Me livrar do que não quero?
Me falta motivação
Sobra ansiedade
Falta prazer
Sobra sofrimento
Essa falta de querer
É sobra da falta de um querer maior
Que não me quer
Quando vou me livrar desse querer?
Quando terei um querer que me faça feliz?
Sonho querer com motivação
Sem ansiedade
Quando?
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
ganhar e perder
GANHAR E PERDER
Ganhei o que não sabia
Que poderia existir
Tão cheia de qualidades
Veio pra mim a sorrir
Amiga e solidária
Me amou como a amei
Corajosa e humilde
Era mais do que sonhei
Sensível, inteligente
Me apoiava com carinho
Enfrentava o difícil
Punha flores no caminho
Foram tempos de aventura
De amor apaixonado
Com amor e com ternura
Caminhamos lado a lado
De repente a luz apaga
Sinto forte a escuridão
Fui levado pelas trevas
Desapareceu o chão
Como mistério ela veio
Do mesmo jeito partiu
Me levou para as alturas
Ao ir, meu mundo ruiu
Ela se afastou de mim
Ficou no meu pensamento
Levou a felicidade
Me deixou o sofrimento
Senti falta da mulher
Da amiga, da companheira
Da coragem que ela tinha
De sua beleza brejeira
Pensei que adoecera
Agora sei que morreu
Ficou o corpo bonito
O importante faleceu
Viver sem o que ela foi
Foi um martírio profundo
Foi fantasia real
Esperança para o mundo
Sinto uma saudade enorme
De tudo que aconteceu
Perder tal grandiosidade
Destruiu o mundo meu
Só resta sobreviver
Viver do jeito que der
Esperar outro milagre
Ser o que a vida quiser
Foi como sonhar a vida
Linda, doce, admirável
E acordar dentro de um brejo
Em situação miserável.
Ganhei o que não sabia
Que poderia existir
Tão cheia de qualidades
Veio pra mim a sorrir
Amiga e solidária
Me amou como a amei
Corajosa e humilde
Era mais do que sonhei
Sensível, inteligente
Me apoiava com carinho
Enfrentava o difícil
Punha flores no caminho
Foram tempos de aventura
De amor apaixonado
Com amor e com ternura
Caminhamos lado a lado
De repente a luz apaga
Sinto forte a escuridão
Fui levado pelas trevas
Desapareceu o chão
Como mistério ela veio
Do mesmo jeito partiu
Me levou para as alturas
Ao ir, meu mundo ruiu
Ela se afastou de mim
Ficou no meu pensamento
Levou a felicidade
Me deixou o sofrimento
Senti falta da mulher
Da amiga, da companheira
Da coragem que ela tinha
De sua beleza brejeira
Pensei que adoecera
Agora sei que morreu
Ficou o corpo bonito
O importante faleceu
Viver sem o que ela foi
Foi um martírio profundo
Foi fantasia real
Esperança para o mundo
Sinto uma saudade enorme
De tudo que aconteceu
Perder tal grandiosidade
Destruiu o mundo meu
Só resta sobreviver
Viver do jeito que der
Esperar outro milagre
Ser o que a vida quiser
Foi como sonhar a vida
Linda, doce, admirável
E acordar dentro de um brejo
Em situação miserável.
engano
ENGANO
Acreditei dirigir
O meu viver pela vida
Que fazia meu de-vir
Que ritmava a batida
Infringi alguns sinais
Dirigi na contra-mão
Briguei contra preconceitos
Fui amante da razão
Retas, curvas, solavancos
Muitas serras no caminho
Chorei com olhos e mente
Vivi amor e carinho
Desconfio que não fui
Diretor de minha vida
Fui levado a viver
Autonomia iludida
Hoje sei que nada sei
Nem sei se sei o que sei
Vivi tudo o que senti
Mudei muito o que pensei
Razão controla o querer
Vontade satisfazer
Sem razão ela domina
Leva o prazer a sofrer
Acreditei dirigir
O meu viver pela vida
Que fazia meu de-vir
Que ritmava a batida
Infringi alguns sinais
Dirigi na contra-mão
Briguei contra preconceitos
Fui amante da razão
Retas, curvas, solavancos
Muitas serras no caminho
Chorei com olhos e mente
Vivi amor e carinho
Desconfio que não fui
Diretor de minha vida
Fui levado a viver
Autonomia iludida
Hoje sei que nada sei
Nem sei se sei o que sei
Vivi tudo o que senti
Mudei muito o que pensei
Razão controla o querer
Vontade satisfazer
Sem razão ela domina
Leva o prazer a sofrer
só
SÓ
Vivo sozinho
numa casa sem guardados
Pensando, sentindo
E analisando dados
Vivendo a solidão
O bom do passado, longe
A dor da saudade, aqui
No passado a referência
Para reforçar a dor
Do que se foi, me deixou
No vazio do desamor
Vou da sala pra cozinha
Grito a revolta e a dor
Berros meus e só pra mim
E que ninguém pode ouvir
O grito rompe o silêncio
Querendo matar a dor
A loucura desvairada
Por Ter perdido o amor
Café em goles miúdos
O cigarro busca a chama
A fumaça se enrola
No mistério, sua trama
Impossível entender
O porque, o que causou
Tamanha reviravolta
Na vida que me levou
Ontem eram gargalhadas
Hoje o choro dominou
Gritos com força gritados
Tentando expulsar o que
Me deixa os olhos inchados
O coração apertado
Conceitos estropiados
A razão luta, resiste
Busca restabelecer
O domínio do entender
O final deste sofrer
Passos lentos pela casa
Paradas pára gritar
Braços que buscam o alto
Querendo a dor expulsar
Loucura? Quem sabe é
Quem pode saber se não
Os loucos não sabem ser
Talvez nunca saberão
Enquanto não esclarece
Grito minha solidão
Sigo gastando os passos
A mente em turbilhão
Tento racionalizar
Lutando contra a emoção
Grito para dominá-la
Ela me joga no chão.
Já que a vida não para
Já que é impreciso viver
Vou continuar gritando
Pra acordar o meu viver
“Pooooooorraaaa de Viiiiiiiida!”
“Por que cobra tanto pelo que deu?”
“Filha da puuuuuuuuuuuta!”
Vivo sozinho
numa casa sem guardados
Pensando, sentindo
E analisando dados
Vivendo a solidão
O bom do passado, longe
A dor da saudade, aqui
No passado a referência
Para reforçar a dor
Do que se foi, me deixou
No vazio do desamor
Vou da sala pra cozinha
Grito a revolta e a dor
Berros meus e só pra mim
E que ninguém pode ouvir
O grito rompe o silêncio
Querendo matar a dor
A loucura desvairada
Por Ter perdido o amor
Café em goles miúdos
O cigarro busca a chama
A fumaça se enrola
No mistério, sua trama
Impossível entender
O porque, o que causou
Tamanha reviravolta
Na vida que me levou
Ontem eram gargalhadas
Hoje o choro dominou
Gritos com força gritados
Tentando expulsar o que
Me deixa os olhos inchados
O coração apertado
Conceitos estropiados
A razão luta, resiste
Busca restabelecer
O domínio do entender
O final deste sofrer
Passos lentos pela casa
Paradas pára gritar
Braços que buscam o alto
Querendo a dor expulsar
Loucura? Quem sabe é
Quem pode saber se não
Os loucos não sabem ser
Talvez nunca saberão
Enquanto não esclarece
Grito minha solidão
Sigo gastando os passos
A mente em turbilhão
Tento racionalizar
Lutando contra a emoção
Grito para dominá-la
Ela me joga no chão.
Já que a vida não para
Já que é impreciso viver
Vou continuar gritando
Pra acordar o meu viver
“Pooooooorraaaa de Viiiiiiiida!”
“Por que cobra tanto pelo que deu?”
“Filha da puuuuuuuuuuuta!”
quem... o que?
QUEM...O QUE?
Me ocorreu questionar
Quem sou e o que já fui
Sou alguém que quer viver
Já fui muitos, vários fui
Verdades se transformando
Mentiras mostrando ser
Verifiquei quantos erros
Se consegue cometer
Na busca do acertar
Estar certo pretender
Fui constatando meus erros
Sofrendo o constatar
Me sentindo pequenino
Envergonhado ao errar
Lutei para aprender
Sobre os erros caminhar
Usando-os como escada
Para mais alto chegar
Caindo pelo caminho
Retomando o caminhar
Compreendendo que a vida
É um eterno lutar
Buscando realizações
Fracassos acumular
Sorver sôfrego o sucesso
Fracasso minimizar
Deleitar-se com o sonho
Sofrer o realizar
Felicidade vivida
Não causa maior prazer
Se não estiver presente
É apatia ou sofrer
Viver é metamorfose
É um eterno mudar
Desmentindo o que foi certo
Na busca do acertar.
Me ocorreu questionar
Quem sou e o que já fui
Sou alguém que quer viver
Já fui muitos, vários fui
Verdades se transformando
Mentiras mostrando ser
Verifiquei quantos erros
Se consegue cometer
Na busca do acertar
Estar certo pretender
Fui constatando meus erros
Sofrendo o constatar
Me sentindo pequenino
Envergonhado ao errar
Lutei para aprender
Sobre os erros caminhar
Usando-os como escada
Para mais alto chegar
Caindo pelo caminho
Retomando o caminhar
Compreendendo que a vida
É um eterno lutar
Buscando realizações
Fracassos acumular
Sorver sôfrego o sucesso
Fracasso minimizar
Deleitar-se com o sonho
Sofrer o realizar
Felicidade vivida
Não causa maior prazer
Se não estiver presente
É apatia ou sofrer
Viver é metamorfose
É um eterno mudar
Desmentindo o que foi certo
Na busca do acertar.
sonhos
SONHOS
Sonhando eu fui feliz
Sonhando eu viajei
Por lugares só sonhados
Que em meus sonhos eu moldei
Sonhei gente solidária
Humildade eu sonhei
Sonhei amores ardentes
Muita amizade sonhei
Ah! sonhos como são bons!
Se é feliz ao sonhar
Sonhar realizações
Realizados chorar
Realidade é veneno
Pra sonhos envenenar
Transformando o grande amor
Em motivo pra chorar
A humildade, coitada
Prepotência vai virar
Sonhar solidariedade
Ver egoísmo grassar
A amizade sonhada
Em traição vai virar
Portanto, matar um sonho
É o sonho realizar.
Sonhando eu fui feliz
Sonhando eu viajei
Por lugares só sonhados
Que em meus sonhos eu moldei
Sonhei gente solidária
Humildade eu sonhei
Sonhei amores ardentes
Muita amizade sonhei
Ah! sonhos como são bons!
Se é feliz ao sonhar
Sonhar realizações
Realizados chorar
Realidade é veneno
Pra sonhos envenenar
Transformando o grande amor
Em motivo pra chorar
A humildade, coitada
Prepotência vai virar
Sonhar solidariedade
Ver egoísmo grassar
A amizade sonhada
Em traição vai virar
Portanto, matar um sonho
É o sonho realizar.
subutilização
S U B U T I L I Z A Ç Â O
Quanta terra
Sobra terra falta terra
Sobra fruta no pomar
falta a fruta na cesta
Me obrigo a reclamar
Ô desiquilíbrio besta
O abacate cai do pé
Suja o chão do terreiro
Na cidade uma criança
Cuja mãe tem muita fé
Sofre a falta de frutas
Desnutrição por inteiro
Já o filho do colono
Que tem fruta e cereal
Vai sentir o abandono
Se precisar de hospital
Grandes extensões de terra
Para alimentar o gado
Outras plantadas com cana
Pra movimentar os carros
Enquanto isso na mesa
Do povo desamparado
Sobra mesa
Falta pão
Sobra promessa
Falta solução
Fica difícil ter fé
Em santo ou religião
Se deus inundou a terra
Para a injustiça cessar
E incumbiu o Noé
Da raça purificar
Ou Deus não soube escolher
Ou Noé pisou na bola
O pobre segue pedindo
O rico recebe a esmola
Ou será que o defeito
Estará na criação
Pois Deus ao criar o homem
Dando-lhe autonomia
Esqueceu-se de lhe dar
Coerência na ambição
E uma justiça sadia
Quanta terra
Sobra terra falta terra
Sobra fruta no pomar
falta a fruta na cesta
Me obrigo a reclamar
Ô desiquilíbrio besta
O abacate cai do pé
Suja o chão do terreiro
Na cidade uma criança
Cuja mãe tem muita fé
Sofre a falta de frutas
Desnutrição por inteiro
Já o filho do colono
Que tem fruta e cereal
Vai sentir o abandono
Se precisar de hospital
Grandes extensões de terra
Para alimentar o gado
Outras plantadas com cana
Pra movimentar os carros
Enquanto isso na mesa
Do povo desamparado
Sobra mesa
Falta pão
Sobra promessa
Falta solução
Fica difícil ter fé
Em santo ou religião
Se deus inundou a terra
Para a injustiça cessar
E incumbiu o Noé
Da raça purificar
Ou Deus não soube escolher
Ou Noé pisou na bola
O pobre segue pedindo
O rico recebe a esmola
Ou será que o defeito
Estará na criação
Pois Deus ao criar o homem
Dando-lhe autonomia
Esqueceu-se de lhe dar
Coerência na ambição
E uma justiça sadia
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