QUEM...O QUE?
Me ocorreu questionar
Quem sou e o que já fui
Sou alguém que quer viver
Já fui muitos, vários fui
Verdades se transformando
Mentiras mostrando ser
Verifiquei quantos erros
Se consegue cometer
Na busca do acertar
Estar certo pretender
Fui constatando meus erros
Sofrendo o constatar
Me sentindo pequenino
Envergonhado ao errar
Lutei para aprender
Sobre os erros caminhar
Usando-os como escada
Para mais alto chegar
Caindo pelo caminho
Retomando o caminhar
Compreendendo que a vida
É um eterno lutar
Buscando realizações
Fracassos acumular
Sorver sôfrego o sucesso
Fracasso minimizar
Deleitar-se com o sonho
Sofrer o realizar
Felicidade vivida
Não causa maior prazer
Se não estiver presente
É apatia ou sofrer
Viver é metamorfose
É um eterno mudar
Desmentindo o que foi certo
Na busca do acertar.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
sonhos
SONHOS
Sonhando eu fui feliz
Sonhando eu viajei
Por lugares só sonhados
Que em meus sonhos eu moldei
Sonhei gente solidária
Humildade eu sonhei
Sonhei amores ardentes
Muita amizade sonhei
Ah! sonhos como são bons!
Se é feliz ao sonhar
Sonhar realizações
Realizados chorar
Realidade é veneno
Pra sonhos envenenar
Transformando o grande amor
Em motivo pra chorar
A humildade, coitada
Prepotência vai virar
Sonhar solidariedade
Ver egoísmo grassar
A amizade sonhada
Em traição vai virar
Portanto, matar um sonho
É o sonho realizar.
Sonhando eu fui feliz
Sonhando eu viajei
Por lugares só sonhados
Que em meus sonhos eu moldei
Sonhei gente solidária
Humildade eu sonhei
Sonhei amores ardentes
Muita amizade sonhei
Ah! sonhos como são bons!
Se é feliz ao sonhar
Sonhar realizações
Realizados chorar
Realidade é veneno
Pra sonhos envenenar
Transformando o grande amor
Em motivo pra chorar
A humildade, coitada
Prepotência vai virar
Sonhar solidariedade
Ver egoísmo grassar
A amizade sonhada
Em traição vai virar
Portanto, matar um sonho
É o sonho realizar.
subutilização
S U B U T I L I Z A Ç Â O
Quanta terra
Sobra terra falta terra
Sobra fruta no pomar
falta a fruta na cesta
Me obrigo a reclamar
Ô desiquilíbrio besta
O abacate cai do pé
Suja o chão do terreiro
Na cidade uma criança
Cuja mãe tem muita fé
Sofre a falta de frutas
Desnutrição por inteiro
Já o filho do colono
Que tem fruta e cereal
Vai sentir o abandono
Se precisar de hospital
Grandes extensões de terra
Para alimentar o gado
Outras plantadas com cana
Pra movimentar os carros
Enquanto isso na mesa
Do povo desamparado
Sobra mesa
Falta pão
Sobra promessa
Falta solução
Fica difícil ter fé
Em santo ou religião
Se deus inundou a terra
Para a injustiça cessar
E incumbiu o Noé
Da raça purificar
Ou Deus não soube escolher
Ou Noé pisou na bola
O pobre segue pedindo
O rico recebe a esmola
Ou será que o defeito
Estará na criação
Pois Deus ao criar o homem
Dando-lhe autonomia
Esqueceu-se de lhe dar
Coerência na ambição
E uma justiça sadia
Quanta terra
Sobra terra falta terra
Sobra fruta no pomar
falta a fruta na cesta
Me obrigo a reclamar
Ô desiquilíbrio besta
O abacate cai do pé
Suja o chão do terreiro
Na cidade uma criança
Cuja mãe tem muita fé
Sofre a falta de frutas
Desnutrição por inteiro
Já o filho do colono
Que tem fruta e cereal
Vai sentir o abandono
Se precisar de hospital
Grandes extensões de terra
Para alimentar o gado
Outras plantadas com cana
Pra movimentar os carros
Enquanto isso na mesa
Do povo desamparado
Sobra mesa
Falta pão
Sobra promessa
Falta solução
Fica difícil ter fé
Em santo ou religião
Se deus inundou a terra
Para a injustiça cessar
E incumbiu o Noé
Da raça purificar
Ou Deus não soube escolher
Ou Noé pisou na bola
O pobre segue pedindo
O rico recebe a esmola
Ou será que o defeito
Estará na criação
Pois Deus ao criar o homem
Dando-lhe autonomia
Esqueceu-se de lhe dar
Coerência na ambição
E uma justiça sadia
sertanejo
S E R T A N E J O
Escolheram o dia três de maio para comemorar o dia do sertanejo. Como qualquer dia de comemoração: dia das mães, dos pais, dos farmacêuticos, etc., é apenas uma data comemorativa; pois sabe-se que todos os dias o são de todos eles.
Ser sertanejo é mais que ter nascido e vivido no sertão. Ser sertanejo é ser simples. É associar a CHALANA com o amor perdido por nossa própria culpa.
Ver na CABOCLA TEREZA a mulher que nos abandonou e que preferiríamos vê-la morta à vê-la feliz nos braços de outro.
Chorar com SAUDADES DE MINHA TERRA relembrando ou simplesmente imaginando o canto dos pássaros, a lagoa de águas cristalinas, os regatos cortando as campinas, das festanças com danças e lindas meninas.
Reconhecer os milagres da fé na SENHORA APARECIDA, gerando curas ou consolando perdas irreparáveis.
Divertindo-se com a matreirice do MINEIRO aplicada no ITALIANO, reconhecendo que simplicidade não significa incapacidade mental.
Perceber a intensidade da amizade entre dois homens e o sofrimento pela separação causadas pelas mortes de CHICO MINEIRO e FERREIRINHA, mostrando que um amigo pode representar mais que um parente.
Ser sertanejo é sonhar com a possibilidade de um dia chegar a ser REI DO GADO ou do CAFÉ e reconhecer que as aparências enganam.
É chorar sobre um FIO DE CABELO a dor da perda da mulher amada.
É sofrer em dobro ao, num ato de desespero, rasgar o RETRATO da mulher amada que se foi e não voltou.
É fazer o JULGAMENTO da imbecilidade do homem, que se empenha na criação de armas, causa acidentes e grandes catástrofes, ao invés de procurar cura para os doentes e amparo aos idosos.
É ter consciência que parentesco é um simples fato biológico, que o importante é o amor entre os indivíduos, que um FILHO ADOTIVO pode amar mais os pais, que outro biológico.
É morrer de rir ao ver que O PALCO CAIU, por não suportar o peso adicional da morena que nele subiu para cantar com o cantor.
É a capacidade de suportar as inclemências, só abandonando a terra natal no ULTIMO PAU DE ARARA, retornando para ela com A VOLTA DA ASA BRANCA.
SER SERTANEJO É SER SIMPLES.......SIMPLESMENTE!
Escolheram o dia três de maio para comemorar o dia do sertanejo. Como qualquer dia de comemoração: dia das mães, dos pais, dos farmacêuticos, etc., é apenas uma data comemorativa; pois sabe-se que todos os dias o são de todos eles.
Ser sertanejo é mais que ter nascido e vivido no sertão. Ser sertanejo é ser simples. É associar a CHALANA com o amor perdido por nossa própria culpa.
Ver na CABOCLA TEREZA a mulher que nos abandonou e que preferiríamos vê-la morta à vê-la feliz nos braços de outro.
Chorar com SAUDADES DE MINHA TERRA relembrando ou simplesmente imaginando o canto dos pássaros, a lagoa de águas cristalinas, os regatos cortando as campinas, das festanças com danças e lindas meninas.
Reconhecer os milagres da fé na SENHORA APARECIDA, gerando curas ou consolando perdas irreparáveis.
Divertindo-se com a matreirice do MINEIRO aplicada no ITALIANO, reconhecendo que simplicidade não significa incapacidade mental.
Perceber a intensidade da amizade entre dois homens e o sofrimento pela separação causadas pelas mortes de CHICO MINEIRO e FERREIRINHA, mostrando que um amigo pode representar mais que um parente.
Ser sertanejo é sonhar com a possibilidade de um dia chegar a ser REI DO GADO ou do CAFÉ e reconhecer que as aparências enganam.
É chorar sobre um FIO DE CABELO a dor da perda da mulher amada.
É sofrer em dobro ao, num ato de desespero, rasgar o RETRATO da mulher amada que se foi e não voltou.
É fazer o JULGAMENTO da imbecilidade do homem, que se empenha na criação de armas, causa acidentes e grandes catástrofes, ao invés de procurar cura para os doentes e amparo aos idosos.
É ter consciência que parentesco é um simples fato biológico, que o importante é o amor entre os indivíduos, que um FILHO ADOTIVO pode amar mais os pais, que outro biológico.
É morrer de rir ao ver que O PALCO CAIU, por não suportar o peso adicional da morena que nele subiu para cantar com o cantor.
É a capacidade de suportar as inclemências, só abandonando a terra natal no ULTIMO PAU DE ARARA, retornando para ela com A VOLTA DA ASA BRANCA.
SER SERTANEJO É SER SIMPLES.......SIMPLESMENTE!
senhores adultos
SENHORES ADULTOS
Por favor, não permitam que façam comigo o que fizeram com vocês.
Ensinem-me a respeitar a natureza e ser natural.
Ensinem-me a utilizar a inteligência, inclusive para entender que sou uma criatura sensível e que essa sensibilidade é que me fará sentir felicidade, infelicidade, angústia, prazer.
Ensinem-me a valorizar e acentuar ao máximo os sentimentos bons, criando defesas que me permitam sofrer o mínimo possível com aquilo que seja inevitável.
Ensinem-me que o amor é a coisa mais importante do mundo. Que ele é um sentimento bom e como tal, não deve ser condicionado. Ensinem-me a senti-lo em toda sua plenitude, sem reprimi-lo. Que ele não é extingüível e pode ser distribuído por infinitas pessoas e coisas, com abundância.
Não poluam minha mente com preconceitos, que me diminuam a capacidade de racionalizar.
Ensinem-me a corrigir os erros que vocês e seus antepassados cometeram e mais que isso, não repeti-los.
Ajudem-me a ser gerador de felicidade e quem sabe, vocês mesmos ainda poderão beneficiar-se daquilo que eu fizer.
VIVA A VIDA!
Por favor, não permitam que façam comigo o que fizeram com vocês.
Ensinem-me a respeitar a natureza e ser natural.
Ensinem-me a utilizar a inteligência, inclusive para entender que sou uma criatura sensível e que essa sensibilidade é que me fará sentir felicidade, infelicidade, angústia, prazer.
Ensinem-me a valorizar e acentuar ao máximo os sentimentos bons, criando defesas que me permitam sofrer o mínimo possível com aquilo que seja inevitável.
Ensinem-me que o amor é a coisa mais importante do mundo. Que ele é um sentimento bom e como tal, não deve ser condicionado. Ensinem-me a senti-lo em toda sua plenitude, sem reprimi-lo. Que ele não é extingüível e pode ser distribuído por infinitas pessoas e coisas, com abundância.
Não poluam minha mente com preconceitos, que me diminuam a capacidade de racionalizar.
Ensinem-me a corrigir os erros que vocês e seus antepassados cometeram e mais que isso, não repeti-los.
Ajudem-me a ser gerador de felicidade e quem sabe, vocês mesmos ainda poderão beneficiar-se daquilo que eu fizer.
VIVA A VIDA!
será?
SERÁ?
Como o amor pode ser tão bobo?
Como pode contentar-se com tão pouco?
Será que se contenta?
Por que se deseja tanto a que não se tem?
Um simples toque de uma porção mínima de pele
é o suficiente para fazer o sangue ferver
Segurar sua mão
Enlaça-la pela cintura
Sentir seu calor
Roçar seu rosto com o meu
Flutuar pelo salão ao som da música
Sentir a excitação do sexo
Apertando-se contra ela
Deslizar suavemente a mão por sobre o véu
que cobre suas costas
Buscar uma abertura
Sentir a ponta dos dedos roçando sua pele
Estremecer
Real ou imaginação?
Sinto que ela reage e me aperta suavemente
Erra os passos, sai do ritmo
Será verdade?
Será que também me quer?
Pede para parar de percorrer suas costas
com a mão que tenta sentir cada célula
daquele pedaço de corpo
Pede para parar, demonstrando o contrário
A voz sai-lhe fraca
Digo que não posso atendê-la
Não faz nada para fugir
Sinto um leve aperto
Por que sinto tanta felicidade
se nem ao menos sei se é real ou imaginação?
O que ela é?
Insegura?
Atriz?
Sádica?
Sonho tê-la nos braços
Acaricia-la suave e lentamente
Percorrer todo seu corpo
Célula por célula com as pontas dos dedos
Sentir as sensações percorrendo meu corpo
até chegar ao cérebro onde guardarei uma por uma
Sentir seus gostos e cheiros
Entrar em suas cavidades
Buscar no seu interior
As mais fortes sensações
Ir do murmúrio ao grito
Escorrer para seu interior
Desfalecer no paraíso
Como o amor pode ser tão bobo?
Como pode contentar-se com tão pouco?
Será que se contenta?
Por que se deseja tanto a que não se tem?
Um simples toque de uma porção mínima de pele
é o suficiente para fazer o sangue ferver
Segurar sua mão
Enlaça-la pela cintura
Sentir seu calor
Roçar seu rosto com o meu
Flutuar pelo salão ao som da música
Sentir a excitação do sexo
Apertando-se contra ela
Deslizar suavemente a mão por sobre o véu
que cobre suas costas
Buscar uma abertura
Sentir a ponta dos dedos roçando sua pele
Estremecer
Real ou imaginação?
Sinto que ela reage e me aperta suavemente
Erra os passos, sai do ritmo
Será verdade?
Será que também me quer?
Pede para parar de percorrer suas costas
com a mão que tenta sentir cada célula
daquele pedaço de corpo
Pede para parar, demonstrando o contrário
A voz sai-lhe fraca
Digo que não posso atendê-la
Não faz nada para fugir
Sinto um leve aperto
Por que sinto tanta felicidade
se nem ao menos sei se é real ou imaginação?
O que ela é?
Insegura?
Atriz?
Sádica?
Sonho tê-la nos braços
Acaricia-la suave e lentamente
Percorrer todo seu corpo
Célula por célula com as pontas dos dedos
Sentir as sensações percorrendo meu corpo
até chegar ao cérebro onde guardarei uma por uma
Sentir seus gostos e cheiros
Entrar em suas cavidades
Buscar no seu interior
As mais fortes sensações
Ir do murmúrio ao grito
Escorrer para seu interior
Desfalecer no paraíso
prisão de amor
PRISÄO DE AMOR
O amor está preso no peito.
Seu carcereiro faz tudo para que ele näo tenha o menor contato com o exterior.
Trancou a boca, amarrou a língua, travou os movimentos da musculatura facial.
Porém há movimentos impossíveis de estancar. Os olhos fazem do olhar uma ponte, que deixa que o amor atravesse, gritando sua existência, invadindo através do olhos da amada todo seu ser. O menor contato com a pele da amada, faz fluir esse amor com tal intensidade, que o calor gerado parece queimar o caminho entre esse ponto e o coração.
A que se deve a ineficiência dessa prisão?
O carcereiro se distrai, observando o esforço do amante em tentar descobrir qualquer indício de reciprocidade nos olhos e no tato da amada.
Parece haver tal reciprocidade.
Será verdade? Ou somente a ânsia de que isso seja verdade, causando alucinações?
Como uma jóia rara e preciosa, em comparação a outras comuns, desgastadas pela vulgaridade e não raro falsas, este amor se valoriza ao longo do tempo.
Vencerá o carcereiro ou o amante? Resistirá dito carcereiro à investida da amada, na tentativa de apossar-se daquilo, que sem menor sombra de dúvida, lhe pertence exclusivamente?
Talvez possa resistir se a intenção dela for a de somente aproveitar-se de tal preciosidade. Porém se a investida for transportada pela vontade de unir as paixões, não haverá resistência capaz de vence-la
O amor está preso no peito.
Seu carcereiro faz tudo para que ele näo tenha o menor contato com o exterior.
Trancou a boca, amarrou a língua, travou os movimentos da musculatura facial.
Porém há movimentos impossíveis de estancar. Os olhos fazem do olhar uma ponte, que deixa que o amor atravesse, gritando sua existência, invadindo através do olhos da amada todo seu ser. O menor contato com a pele da amada, faz fluir esse amor com tal intensidade, que o calor gerado parece queimar o caminho entre esse ponto e o coração.
A que se deve a ineficiência dessa prisão?
O carcereiro se distrai, observando o esforço do amante em tentar descobrir qualquer indício de reciprocidade nos olhos e no tato da amada.
Parece haver tal reciprocidade.
Será verdade? Ou somente a ânsia de que isso seja verdade, causando alucinações?
Como uma jóia rara e preciosa, em comparação a outras comuns, desgastadas pela vulgaridade e não raro falsas, este amor se valoriza ao longo do tempo.
Vencerá o carcereiro ou o amante? Resistirá dito carcereiro à investida da amada, na tentativa de apossar-se daquilo, que sem menor sombra de dúvida, lhe pertence exclusivamente?
Talvez possa resistir se a intenção dela for a de somente aproveitar-se de tal preciosidade. Porém se a investida for transportada pela vontade de unir as paixões, não haverá resistência capaz de vence-la
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